Vídeo: Prima do prefeito de Casimiro de Abreu recebe salário de mais de R$ 15 mil como professora na rede municipal
A implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) em Casimiro de Abreu está no centro de uma polêmica acalorada, com servidores municipais denunciando casos de nepotismo e salários exorbitantes para cargos de baixa complexidade. A situação se agravou com a revelação de que Mércia Dias, prima do prefeito Ramon Gidalte, que atua como professora da 1ª a 4ª série na rede municipal de ensino, recebe um salário de R$ 15.800.
O salário de Mércia é considerado exorbitante em comparação com a média dos professores da cidade, que gira em torno de R$ 5 mil. Essa disparidade salarial, somada à relação familiar com o prefeito, levanta suspeitas de favorecimento e nepotismo, gerando revolta entre os demais servidores. A situação de Mércia Dias não é um caso isolado. Há relatos de outros servidores que também estão recebendo salários acima da média do mercado, sem justificativa plausível. Essa discrepância salarial entre cargos de diferentes complexidades alimenta a insatisfação geral e levanta dúvidas sobre a lisura do processo de criação do PCCV.
Cansados da falta de transparência e da disparidade salarial, diversos servidores entraram com ações na Justiça contra o município, buscando a anulação do PCCV ou a revisão de seus vencimentos. Em nota, a Prefeitura de Casimiro de Abreu disse que o valor recebido pela professora em questão não corresponde ao seu vencimento base, mas sim à soma de seu salário com a Diferença Salarial referente à suplência por atividades realizadas em meses anteriores.
“A docente, com 14 anos de serviço público, foi enquadrada em uma faixa salarial compatível com sua experiência e optou por uma jornada semanal de 30 horas, recebendo vencimentos proporcionais à carga horária”, afirmou o município. Ainda conforme a nota, a implementação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) seguiu rigorosamente a Lei 2368/2023 e foi amplamente discutida em comissões de trabalho e que “os valores pagos a cada servidor estão disponíveis no Portal de Transparência da Prefeitura”.
Além disso, o município também explicou que a servidora em questão é efetiva, admitida por concurso público há 14 anos, “e sua carreira tem sido marcada por dedicação e contribuição para o bom andamento do serviço público”.