Engenhoka retorna a Macaé e leva arte, robótica e criatividade para escola pública do Lagomar
Projeto chega à E.M. Paulo Freire com oficinas gratuitas e um estúdio maker que permanecerá na unidade após o encerramento das atividades
A escola pública pode ser muito mais do que um espaço de aprendizado tradicional. Em Macaé, ela vai se transformar em um ambiente de criação, experimentação e descoberta. A partir deste mês, a Escola Municipal Paulo Freire, no Lagomar, recebe a terceira edição do Engenhoka, projeto do Instituto Burburinho Cultural que une arte, ciência, tecnologia e cultura maker.
Esta é a segunda vez que Macaé participa da iniciativa, que já alcançou mais de 1,4 mil estudantes em 14 cidades brasileiras. A abertura do projeto no município acontece no dia 25 de agosto, enquanto as oficinas começam em 1º de setembro e serão realizadas gratuitamente durante aproximadamente cinco meses.
Estudantes a partir de 10 anos terão contato com atividades práticas voltadas à arte e à robótica. A proposta é estimular a criatividade, o raciocínio lógico, o pensamento crítico, a experimentação e a capacidade de trabalhar em equipe, permitindo que os alunos não apenas aprendam, mas também criem e desenvolvam suas próprias ideias.
Entre as atividades previstas estão oficinas de arte cinética, escultura e modelagem, criação de personagens e robôs, videoarte, experimentos com materiais eletrônicos e instalações artísticas.
Mais do que desenvolver conhecimentos técnicos, o Engenhoka busca incentivar os estudantes a resolver problemas, experimentar novas possibilidades e transformar ideias em projetos concretos.
A experiência já deixou marcas em participantes de edições anteriores. Daniel Valandro Reis, de 11 anos, campeão da segunda edição no Rio de Janeiro, conta que o projeto contribuiu para sua organização, seu trabalho em equipe e sua compreensão sobre a relação entre tecnologia e sustentabilidade.
Elisa Jocelim da Silva, de 13 anos, aluna destaque pela criatividade e liderança, também encontrou no projeto uma oportunidade de descobrir novos talentos. Foi por meio do Engenhoka que ela desenvolveu uma paixão pela pintura e ganhou mais confiança para criar, experimentar e colocar suas ideias em prática.
Na E.M. Paulo Freire, a expectativa também é de uma mudança significativa na rotina escolar. Para a diretora da unidade, Simone Viana de Carvalho, a iniciativa amplia as possibilidades oferecidas aos alunos e fortalece o protagonismo dentro da escola.
“O nosso objetivo é sempre incentivar o aluno a ser protagonista e multiplicador. O Engenhoka chega para tornar a escola ainda mais atrativa e os alunos estão muito animados, com a criatividade a todo vapor”.
E o impacto do projeto não termina quando as oficinas chegam ao fim. Ao final das atividades, o estúdio maker, com equipamentos e mobiliário, permanecerá na escola como legado, possibilitando que a estrutura continue sendo utilizada pelos estudantes.
Outra iniciativa prevista é a produção de 4 mil exemplares de um livro voltado à cultura, educação, ciência e tecnologia. O material também contará com recursos de acessibilidade: 10% da tiragem será produzida em braile, além de versões com Libras e audiodescrição.
Para Joelma Veiga, produtora executiva do Instituto Burburinho Cultural, o propósito do Engenhoka vai além da formação tecnológica.
“Estar no Engenhoka é reafirmar diariamente que a cultura é uma ponte de oportunidades. Nosso papel é construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potência. A cultura desperta talentos e mostra para essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem”.
Além de Macaé e do município do Rio de Janeiro, a terceira edição do Engenhoka também será realizada em Curitiba, Salvador, São Paulo e São Bernardo do Campo. Ao todo, serão implantados sete estúdios maker em escolas públicas, com previsão de atendimento a 420 estudantes.
O Engenhoka é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Otis, Trident Energy, SLB, Wilson Sons, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ExxonMobil, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. A realização é do Instituto Burburinho Cultural e do Ministério da Cultura.
Instituto Burburinho Cultural
Sediado no Rio de Janeiro, o Instituto Burburinho Cultural nasceu em 2006 como produtora e, em 2023, passou a atuar como instituto. A cultura é utilizada como ferramenta de transformação social, integrando educação, arte e inovação.
Ao longo de quase duas décadas, a instituição desenvolveu projetos relacionados ao letramento digital, protagonismo juvenil, empoderamento de meninas negras, robótica educacional e diversidade, por meio de leis de incentivo fiscal e parcerias com patrocinadores privados.
Créditos a imagem: Mídia pura







