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Câmara de Macaé promove debate sobre prevenção e impactos do câncer de mama

A prevenção do câncer de mama, os desafios emocionais do diagnóstico e a importância do acolhimento durante o tratamento foram temas de uma roda de conversa realizada na manhã de quinta-feira (22), no Salão Nobre da Câmara Municipal de Macaé. A atividade integrou a programação do Outubro Rosa e reuniu servidores, profissionais da saúde, parlamentares e representantes da sociedade civil.

Organizado pelo Setor de Saúde da Câmara, em parceria com a Comissão para a Promoção da Saúde do Servidor, o encontro abordou dúvidas sobre tratamentos, os efeitos psicológicos da doença e as dificuldades enfrentadas por mulheres diagnosticadas com câncer de mama.

A vereadora Manu Rezende (MDB) destacou a continuidade da iniciativa, que chegou ao segundo ano. Segundo ela, a proposta é reservar um momento para o cuidado com a saúde em meio à rotina de trabalho e às demandas do dia a dia.

Já a vereadora Liomar Queiroz (Agir) conduziu uma reflexão sobre a vida após o diagnóstico, convidando os participantes a cantar trechos da música “Como uma onda”, de Lulu Santos. Ela ressaltou a importância de mostrar às mulheres que é possível seguir em frente com autoestima e qualidade de vida. A vereadora Leandra Lopes (PT) também chamou atenção para a angústia provocada pela notícia da doença e para a necessidade de oferecer apoio a quem enfrenta esse momento.

Durante a roda de conversa, participantes compartilharam experiências pessoais e falaram sobre a importância da sensibilidade no contato com pacientes. Uma mulher que participou do encontro relatou o desespero ao descobrir a doença e destacou o papel do apoio recebido da família e dos colegas de trabalho durante o tratamento. Atualmente, ela informou estar com diagnóstico de cura e seguir apenas em acompanhamento médico.

A programação também contou com a palestra do endocrinologista e servidor da Câmara, Filipe Affonso, sobre “Terapia de Reposição Hormonal (TRH) e Câncer de Mama: Mitos e Verdades”. O profissional respondeu a dúvidas sobre a relação entre a reposição hormonal e a doença, ressaltando que fatores como histórico familiar, consumo de álcool e sedentarismo precisam ser considerados na avaliação dos riscos.

O acolhimento psicológico foi outro ponto discutido pelas profissionais da Unamama. A psicóloga hospitalar Rosa Madeira explicou que a angústia pode começar ainda na fase de suspeita, antes mesmo da confirmação do diagnóstico. Ela também relatou casos de mulheres que enfrentam o afastamento dos companheiros durante o tratamento.

A neuropsicóloga Danielle Tomaso abordou ainda as dificuldades financeiras vividas por algumas pacientes e destacou iniciativas de reinserção por meio do artesanato. Entre os trabalhos desenvolvidos estão almofadas para apoio dos braços e peças de tecido com macela, destinadas a mulheres que passaram pela retirada da mama e precisam de alternativas de conforto.

Presidente da Comissão para a Promoção da Saúde do Servidor e enfermeira do Setor de Saúde, Ana Carolina Badini avaliou que as atividades realizadas pela Câmara contribuem para manter o tema em discussão e ampliar a conscientização sobre a saúde da mulher.

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